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Tendências globais da hotelaria em 2026: o que os dados nos dizem (e porque não pode ignorar este webinar)


No próximo dia 25 de março de 2026, às 15h (GMT 0), a Hotel Tech Market estará presente num webinar promovido pela SiteMinder, uma das plataformas de distribuição e revenue mais relevantes a nível global, para analisar as principais tendências da hotelaria com base no relatório Hotel Booking Trends 2026. Este evento terá um foco no mercado português e será em língua portuguesa.

A sessão contará com a participação de David Lamelas, Founder & CEO da Hotel Tech Market e da Uauai que irá trazer a sua vasta experiência em Revenue management e IA para hotelaria, e será uma oportunidade para explorar dados concretos, e sobretudo acionáveis, sobre pricing, distribuição e comportamento do viajante. O webinar contará também com a Beatrice Licara, Business Developer Executive da Siteminder, que nos irá trazer dados preciosos para a hotelaria e falará das tendências do mercado. Inscrição: clique aqui


Data: 25 março 2026 | 15h00


Mais do que um convite, este é um momento relevante para qualquer profissional do setor português e até mesmo dos países de língua portuguesa pois vamos falar de dados globais também, por isso será interessante também para países como Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial. Os dados mais recentes mostram que estamos perante mudanças estruturais e não apenas variações conjunturais.


Tendências globais: o novo comportamento do viajante


Os dados da SiteMinder, baseados em mais de 130 milhões de reservas em 20 mercados, revelam uma transformação profunda no comportamento do consumidor e no equilíbrio dos canais de distribuição.


1. A procura está a tornar-se mais distribuída ao longo do ano


Globalmente, 2025 mostrou um enfraquecimento dos picos tradicionais de procura, com crescimento das chamadas shoulder seasons. Em 65% dos mercados, o mês mais forte perdeu peso relativo no total anual.


 Implicação: Hotéis que continuam a operar com estratégias rígidas de alta/baixa época estão a perder oportunidades de revenue intermédio. Portanto, cada vez mais o foco tem de ser todo o ano para não perder nenhuma oportunidade. Assim como, não se esqueça de atualizar o seu forecast de 2026, pois provavelmente em 2026 a tendência deve-se manter em países com estabilidade e seguros como Portugal. Aprenda mais sobre este assunto aqui: Porque o Forecaste é importante?


2. O funil de reserva mudou (e começa nas OTAs)


Pela primeira vez, 26% dos viajantes iniciam a pesquisa diretamente em OTAs, ultrapassando motores de busca como o Google.

 

Implicação: As OTAs deixaram de ser apenas canais de conversão, são agora canais de descoberta. A estratégia de distribuição deve refletir isso. Nunca ignore a regra máxima do século XXI que o David Lamelas está sempre a referir, antes de ter o preço certo e tudo o resto, primeiro o seu hotel tem de aparecer na primeira página das pesquisas, se não aparecer é como se não existisse. Está tudo inter relacionado, não olhe apenas para o preço, apesar de ser relevante também para as pesquisas. Por fim, lembre-se, na nova era da Agentic AI, já não basta ser encontrado, mas sim ser a resposta que a IA vai dar (aprenda sobre  AEO/GEO e MCP). Aprenda mais sobre este assunto aqui: Veja aqui uma AI a reservar um quarto sozinha sem intervenção humana.



3. O cliente está a “subir de categoria”


Cerca de 58% dos viajantes optam por quartos superiores ou de categoria premium, mesmo num contexto económico sensível.


Implicação: Há espaço claro para estratégias de upselling e segmentação de oferta, o cliente continua sensível ao preço, mas valoriza muito e cada vez mais a experiência. Se nunca desenho a jornada do cliente no seu hotel e não integra call to actions para upselling ou cross selling ao longo da jornada do cliente, então você está perdido na gestão e na otimização da experiência do seu cliente. Damos-lhe um exemplo, conhece a Biovilla ? É um dos negócios que o fundador da Hotel Tech Market co-fundou também. Na Biovilla há vários anos atrás, montou-se um quarto chamado "Into the wild", que não é nada mais que a experiência de dormir debaixo de uma árvore que temos na Biovilla e que tem uma grande cúpula (com um toque de glamour e um bom colchão). Ora esse "quarto" no verão é dos que tem maior procura. É a "experiência" que as pessoas procuram, estão fartas de "só mais um quarto de hotel", "mais do mesmo". 


4. As reservas diretas continuam a ser as mais valiosas


Reservas via website próprio podem gerar até +60% de receita por reserva face a outros canais.


 Implicação: Distribuição equilibrada é essencial, mas ignorar o canal direto é comprometer margem. Por isso é cada vez mais importante ter um departamento para otimizar as reservas diretas (sem deitar dinheiro pelo cano abaixo em campanhas sem ROI) ou contratar especialistas como a MIRAI que tratam de tudo, veja o grupo de compra conjunta aqui e adquira esta tecnologia a um melhor preço assim que cada grupo ficar preenchido. 


Portugal: um caso particular (e muito relevante)


Portugal destaca-se no contexto europeu e em alguns indicadores, mesmo a nível global.


1. Forte crescimento de preços e elevada sazonalidade


O ADR subiu de 206€ para 215,83€ em 2025 (+4,8%), com meses como abril a crescer +10,1%.


Ao mesmo tempo, Portugal apresenta a maior amplitude sazonal da Europa, com uma diferença de cerca de 136€ entre janeiro e agosto.


Leitura crítica: O pricing ainda está demasiado dependente da época alta, há margem clara para otimização nos períodos intermédios. Se noutros países europeus esta amplitude não é tão acentuada, é porque é possível.


2. Estadias mais longas do que a média global


Em Portugal, 41,56% das reservas têm duas ou mais noites, vs 26,91% a nível global.


Leitura crítica: Portugal posiciona-se como destino de estadia prolongada, ideal para estratégias de length-of-stay pricing e pacotes. 


3. Forte dependência da procura internacional


Cerca de 72% dos hóspedes são internacionais, acima da média global.


Leitura crítica: Exposição elevada a mercados externos, exige maior sofisticação na distribuição e gestão de canais internacionais. No entanto, em 2026 com os preços dos combustíveis a aumentar e por consequência os preços das viagens e voos a aumentar, isto pode mudar.


4. O canal direto mantém força (mas com concorrência)


Os websites dos hotéis continuam como 2.º maior gerador de receita em Portugal, algo raro (apenas ~20% dos mercados).


Leitura crítica: Portugal está à frente, mas a pressão das OTAs e B2B continua a crescer. No entanto, é importante ter um mix diversificado de canais de venda, para não depender demasiado de apenas um único mercado. E tenha uma visão abrangente do mercado, não se esqueça que globalmente 26% dos viajantes iniciam a pesquisa diretamente em OTAs, portanto, continua a ser importante aparecer nas OTA's. Sabia que algumas OTA's penalizam a sua visibilidade dentro das suas pesquisas para hotéis demasiados focados numa estratégia de vendas via o website do hotel? Portanto, é ótimo ter uma grande fatia das suas vendas via diretos, mas não ignore os restantes canais como se não existisse ou como se não soubessem ou não vissem o que você está a fazer. Hoje em dia os algoritmos veem tudo, e logicamente os algoritmos de pesquisa (quem decide quem aparece ou quem não aparece nas pesquisas), sabe que você está a vender por exemplo no seu website com 15% de desconto face às OTA's (mas se for um preço oculto de um membership club não público já não consegue ver por exemplo). Aprenda mais sobre como o algoritmo da booking funciona.


O que isto significa para revenue managers e hoteleiros?


Os dados são claros:


  • O mercado está mais dinâmico

  • O cliente está mais exigente e quer experiências

  • E as decisões têm de ser mais rápidas e informadas


Como refere a própria SiteMinder, a rapidez de resposta operacional tornou-se um fator decisivo no desempenho dos hotéis.


 Em termos práticos:


  • Pricing mais dinâmico e menos dependente da época

  • Estratégia de canais orientada por dados (não por hábito)

  • Foco em valor por reserva, na experiência, não apenas volume


Um webinar com aplicação prática (e “golden nuggets”)


É precisamente neste contexto que o webinar da SiteMinder ganha relevância.

Ao longo da sessão, serão explorados:


  • Dados detalhados do relatório

  • Tendências globais vs realidade portuguesa

  • Estratégias práticas de revenue management

  • Como a IA está a impactar tudo isto

  • Oportunidades concretas para 2026


A Hotel Tech Market associa-se a esta iniciativa mantendo aquilo que a define: independência, visão estratégica e foco em tecnologia que realmente gera resultados.


 25 de março de 2026 | 15h00 (GMT 0) 


Inscrição gratuita: Clique aqui


Se gere um hotel, define pricing ou toma decisões de distribuição, este não é apenas mais um webinar, é uma leitura obrigatória do mercado atual.

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